Métodos de Transferência em Processos de Soldagem a Arco
Na soldagem a arco, o metal de adição (quando usado, como em arames consumíveis) é transferido para a poça de fusão por diferentes métodos, dependendo de parâmetros como corrente, tensão, tipo de gás de proteção e configuração do equipamento. Esses métodos de transferência afetam a estabilidade do arco, a qualidade do cordão, a quantidade de respingos e a aplicabilidade em diferentes materiais e posições. Abaixo, detalhamos os quatro principais métodos de transferência: curto-circuito, globular, spray (pulverização) e pulsado, de forma genérica, aplicável a processos de soldagem a arco que utilizam metal de adição.
1. Transferência por Curto-Circuito
Descrição
Na transferência por curto-circuito, o metal de adição (geralmente um arame) entra em contato físico com a peça, criando um curto-circuito. Esse contato provoca um aumento momentâneo de corrente, que funde a ponta do metal de adição, transferindo pequenas gotas para a poça de fusão. O ciclo de curto-circuito ocorre repetidamente, várias vezes por segundo.
Características
Corrente e tensão: Baixas, ajustadas para minimizar o aporte de calor.
Gás de proteção: Pode incluir gases ativos ou inertes, dependendo do processo.
Tamanho das gotas: Pequenas, transferidas por contato direto.
Frequência: Alta, com múltiplos curtos-circuitos por segundo.
Aplicações
Soldagem de materiais finos (espessuras de 0,5 a 3 mm).
Indicada para todas as posições de soldagem (plana, vertical, sobrecabeça).
Usada em aços, alumínio e outras ligas, especialmente em aplicações que exigem baixo aporte de calor.
Vantagens
Baixo aporte térmico, reduzindo deformações em materiais finos.
Versatilidade para soldagem em posições variadas.
Simplicidade, compatível com equipamentos básicos.
Desvantagens
Gera respingos moderados, exigindo limpeza pós-solda.
Arco menos estável, podendo afetar a uniformidade do cordão.
Menor produtividade em materiais espessos.
2. Transferência Globular
Descrição
Na transferência globular, gotas de metal fundido, maiores que o diâmetro do metal de adição, formam-se na sua extremidade e são transferidas para a poça de fusão principalmente pela ação da gravidade. A transferência é irregular, e o arco apresenta estabilidade limitada.
Características
Corrente e tensão: Intermediárias, adequadas para maior taxa de fusão.
Gás de proteção: Frequentemente gases ativos ou misturas, dependendo do material.
Tamanho das gotas: Grandes, com diâmetro superior ao do metal de adição.
Frequência: Baixa e irregular, com gotas caindo esporadicamente.
Aplicações
Soldagem de materiais mais espessos (acima de 3 mm).
Usada em posições plana ou horizontal, devido à dependência da gravidade.
Comum em aplicações robustas, como estruturas pesadas, onde a estética não é prioritária.
Vantagens
Alta taxa de deposição, permitindo soldagem rápida em materiais espessos.
Boa penetração em juntas mais largas ou mal preparadas.
Compatível com equipamentos de média complexidade.
Desvantagens
Produz muitos respingos, aumentando o retrabalho.
Limitada a posições plana ou horizontal devido à natureza das gotas.
Cordão menos uniforme, com acabamento esteticamente inferior.
3. Transferência por Spray (Pulverização)
Descrição
Na transferência por spray, o metal fundido é transferido em forma de gotas muito pequenas, propelidas pelo arco em alta velocidade, semelhante a uma pulverização. Esse método ocorre em condições de alta corrente e tensão, proporcionando um arco estável e contínuo.
Características
Corrente e tensão: Altas, para sustentar a formação de gotas pequenas.
Gás de proteção: Geralmente gases inertes ou misturas com alta proporção de gases inertes.
Tamanho das gotas: Muito pequenas, menores que o diâmetro do metal de adição.
Frequência: Contínua, com transferência de centenas de gotas por segundo.
Aplicações
Soldagem de materiais espessos (acima de 3 mm).
Usada em posição plana, devido à poça de fusão fluida.
Ideal para aplicações industriais de alta produtividade, como fabricação de estruturas, tubos ou componentes metálicos.
Vantagens
Alta produtividade devido à elevada taxa de deposição.
Cordão liso, com excelente acabamento estético.
Mínimos respingos, reduzindo a necessidade de limpeza.
Arco altamente estável.
Desvantagens
Alto aporte de calor, podendo causar deformações em materiais finos.
Restrita à posição plana devido à fluidez da poça de fusão.
Requer equipamentos mais potentes e gases de proteção de maior custo.
4. Transferência Pulsada
Descrição
Na transferência pulsada, a corrente alterna entre picos de alta intensidade (que promovem a transferência de gotas) e períodos de baixa intensidade (que estabilizam o arco). Cada pulso libera uma gota pequena, permitindo controle preciso e alta estabilidade do arco.
Características
Corrente e tensão: Controladas eletronicamente, com pulsos ajustáveis.
Gás de proteção: Misturas com alta proporção de gases inertes, para maior estabilidade.
Tamanho das gotas: Pequenas, com transferência controlada (uma gota por pulso).
Frequência: Ajustável, geralmente entre 50 e 200 pulsos por segundo.
Aplicações
Soldagem de materiais finos e espessos, em todas as posições.
Usada em ligas especiais, como alumínio, aço inoxidável e titânio.
Comum em indústrias que exigem alta qualidade, como automotiva, aeroespacial e fabricação de equipamentos.
Vantagens
Baixo aporte de calor, ideal para materiais sensíveis a deformações.
Mínimos respingos, resultando em cordões limpos e uniformes.
Alta versatilidade, aplicável a diversas posições e materiais.
Excelente controle do cordão e acabamento estético.
Desvantagens
Requer equipamentos avançados com controle eletrônico.
Maior custo operacional devido a equipamentos e gases.
Demanda maior qualificação para ajuste dos parâmetros.
Considerações Finais
Os métodos de transferência em soldagem a arco são selecionados com base no material, espessura, posição da solda, requisitos de qualidade e equipamento disponível. O curto-circuito é ideal para versatilidade, o globular para aplicações robustas, o spray para alta produtividade e o pulsado para precisão e estética. Ajustes precisos de corrente, tensão, velocidade de alimentação do metal de adição e escolha do gás de proteção são essenciais para otimizar o desempenho de cada método.
Sopro Magnético
O sopro magnético (ou arc blow, em inglês) é um fenômeno que ocorre durante a soldagem por arco elétrico, como no processo SMAW (eletrodo revestido), MIG/MAG ou TIG, onde o arco elétrico é desviado de sua trajetória ideal devido à interação de campos magnéticos gerados pela corrente elétrica. Esse desvio pode comprometer a qualidade da solda, causando instabilidade no arco, respingos excessivos, falta de fusão ou cordões irregulares.
Causas do Sopro Magnético
O sopro magnético é causado pelo campo magnético gerado pela corrente elétrica que flui pelo eletrodo, peça de trabalho e cabos de soldagem. Esse campo interage com o arco elétrico, que é um condutor de plasma, desviando-o. As principais causas incluem:
Corrente contínua (CC): O sopro magnético é mais comum em soldagem com corrente contínua, especialmente em alta amperagem, devido ao campo magnético constante gerado. Em corrente alternada (CA), o campo magnético oscila, reduzindo o efeito.
Geometria da peça: Peças com formatos complexos, bordas ou extremidades podem concentrar o fluxo magnético, desviando o arco, especialmente em cantos ou próximo às extremidades da peça.
Posicionamento dos cabos de soldagem: Cabos mal posicionados ou enrolados podem intensificar o campo magnético ao redor da área de soldagem.
Material ferromagnético: Aços carbono e ligas ferromagnéticas podem reter magnetismo residual, que interage com o arco, agravando o sopro.
Polaridade: A polaridade (CC+ ou CC-) influencia a direção do sopro. Por exemplo, em CC+, o arco pode ser desviado para a frente ou para trás, dependendo da configuração.
Conexão do cabo terra: Um ponto de aterramento mal posicionado pode criar caminhos assimétricos para a corrente, gerando campos magnéticos desbalanceados.
Tipos de Sopro Magnético
Sopro frontal: O arco é desviado na direção do avanço da solda.
Sopro traseiro: O arco é desviado para trás, na direção oposta ao avanço.
Sopro lateral: O arco é desviado para os lados, geralmente devido a campos magnéticos assimétricos.
Efeitos na Soldagem
O sopro magnético pode causar:
Instabilidade do arco: Dificulta o controle do cordão de solda.
Respingos excessivos: Gotas de metal são projetadas para fora da poça de fusão.
Falta de fusão ou penetração inadequada: O desvio do arco impede a fusão uniforme.
Cordões irregulares: A estética e a integridade da solda são comprometidas.
Aumento do desgaste do eletrodo: Em SMAW, o sopro pode acelerar o consumo do eletrodo.
Como Minimizar ou Evitar o Sopro Magnético
Existem várias estratégias para reduzir o impacto do sopro magnético:
Usar corrente alternada (CA): A CA reduz o sopro magnético, pois o campo magnético oscila, neutralizando o desvio do arco. Eletrodos como o E7018 são compatíveis com CA, enquanto o E6010 é geralmente usado com CC.
Ajustar a posição do cabo terra:
Posicione o cabo terra o mais próximo possível da área de soldagem.
Evite que o cabo terra esteja muito distante ou em ângulos que criem campos magnéticos assimétricos.
Reduzir a amperagem: Diminuir a corrente reduz a intensidade do campo magnético, embora isso possa limitar a penetração.
Ajustar o ângulo do eletrodo: Modificar o ângulo do eletrodo (geralmente inclinado em direção ao sopro) pode compensar o desvio do arco.
Desmagnetizar a peça: Use desmagnetizadores para eliminar o magnetismo residual em aços ferromagnéticos antes da soldagem.
Distribuir o campo magnético:
Posicione os cabos de soldagem de forma simétrica e evite enrolá-los.
Use múltiplos pontos de aterramento em peças grandes para equilibrar o fluxo de corrente.
Soldar em direção ao sopro: Se o sopro for inevitável, ajuste a direção da soldagem para que o desvio do arco seja menos prejudicial.
Usar eletrodos adequados: Alguns eletrodos, como o E7018, produzem um arco mais estável, sendo menos suscetíveis ao sopro magnético em comparação ao E6010, que tem um arco mais agressivo.
Pré-aquecer a peça: Em alguns casos, o pré-aquecimento pode reduzir o magnetismo residual.
O sopro magnético é um desafio comum na soldagem por arco elétrico, especialmente com corrente contínua e em materiais ferromagnéticos. Ele resulta da interação do campo magnético com o arco, causando desvios que afetam a qualidade da solda. Estratégias como usar CA, ajustar o aterramento, reduzir a corrente e desmagnetizar a peça podem minimizar o problema.
Polaridade nos Processos de Soldagem
A polaridade na soldagem a arco elétrico refere-se à direção do fluxo de corrente elétrica entre o eletrodo e a peça de trabalho. Existem dois tipos principais: polaridade direta (DCEN - Direct Current Electrode Negative, ou corrente contínua com eletrodo negativo) e polaridade inversa (DCEP - Direct Current Electrode Positive, ou corrente contínua com eletrodo positivo). Além disso, alguns processos podem usar corrente alternada (CA). A escolha da polaridade afeta diretamente a penetração, a estabilidade do arco, a taxa de deposição e a qualidade da solda, sendo determinada pelas características do processo e do material a ser soldado. Abaixo, detalhamos a polaridade para cada processo abordado.
1. SMAW (Shielded Metal Arc Welding - Soldagem com Eletrodo Revestido)
Polaridade Usada: Predominantemente polaridade inversa (DCEP), mas alguns eletrodos podem usar polaridade direta (DCEN) ou corrente alternada (CA).
Motivo:
DCEP (Eletrodo Positivo): É a polaridade mais comum para SMAW, especialmente com eletrodos como o E7018. Nesse caso, o eletrodo é o polo positivo e a peça é o polo negativo. A polaridade inversa gera maior aporte de calor na peça cerca de 70% no metal base e 30% no eletrodo, resultando em maior penetração e um cordão de solda mais profundo. Isso é ideal para soldar materiais mais espessos e garantir uma boa fusão. Além disso, o fluxo de elétrons do negativo (peça) para o positivo (eletrodo) ajuda na remoção de óxidos da superfície da peça, melhorando a limpeza da solda.
DCEN (Eletrodo Negativo): Usada com eletrodos como o E6010, que são projetados para alta penetração e soldagem de raiz. Nesse caso, o eletrodo é o polo negativo e a peça é o polo positivo, concentrando mais calor no eletrodo 70% no eletrodo e 30% no metal base. Isso aumenta a taxa de fusão do eletrodo e a deposição, mas reduz a penetração na peça, sendo útil para soldas em materiais finos ou em passes de raiz onde a penetração excessiva pode causar queima através do material.
CA (Corrente Alternada): Alguns eletrodos, como o E7018, podem ser usados com CA para reduzir o sopro magnético (arc blow), especialmente em soldagens de peças grandes ou em locais com magnetismo residual. A CA alterna a polaridade, distribuindo o calor de forma mais uniforme entre o eletrodo e a peça, o que ajuda a estabilizar o arco em situações desafiadoras.
2. MIG (Gas Metal Arc Welding - Soldagem com Arco Metálico e Gás Inerte)
Polaridade Usada: Quase exclusivamente polaridade inversa (DCEP).
Motivo:
DCEP (Eletrodo Positivo): No processo MIG, o arame (eletrodo consumível) é o polo positivo e a peça é o polo negativo. Essa configuração é ideal porque concentra maior calor na peça, proporcionando boa penetração e fusão. O fluxo de elétrons da peça para o arame também ajuda a limpar óxidos da superfície da peça, o que é essencial para soldar materiais como alumínio, que frequentemente utiliza MIG com gás inerte (como argônio). Além disso, a polaridade inversa promove uma transferência de metal mais estável (como spray ou pulsada), reduzindo respingos e melhorando a qualidade do cordão.
DCEN e CA: Raramente usadas no MIG, pois a polaridade direta (DCEN) aumenta a deposição no eletrodo, mas reduz drasticamente a penetração, tornando o processo instável para a maioria das aplicações. A corrente alternada (CA) não é prática para MIG devido à necessidade de um arco estável e contínuo, que é mais difícil de manter com CA.
3. MAG (Gas Metal Arc Welding - Soldagem com Arco Metálico e Gás Ativo)
DCEP (Eletrodo Positivo): Assim como no MIG, o MAG utiliza polaridade inversa para garantir maior penetração e estabilidade do arco. O arame é o polo positivo e a peça é o polo negativo. O MAG utiliza gases ativos (como CO₂ ou misturas de CO₂ com argônio), que reagem com o arco e a poça de fusão, e a polaridade inversa ajuda a controlar a transferência de metal, especialmente em modos como curto-circuito ou globular, que são comuns no MAG. A maior concentração de calor na peça facilita a fusão de aços carbono e de baixa liga, que são os materiais mais comuns nesse processo.
DCEN e CA: Não são usadas no MAG pelas mesmas razões do MIG. A polaridade direta (DCEN) reduz a penetração e aumenta os respingos, enquanto a CA torna o arco instável, dificultando o controle da solda.
4. TIG (Gas Tungsten Arc Welding - Soldagem com Arco de Tungstênio e Gás Inerte)
Polaridade Usada: Geralmente polaridade direta (DCEN) para aços e ligas metálicas, e corrente alternada (CA) para alumínio e magnésio.
Motivo:
DCEN (Eletrodo Negativo): No TIG, o eletrodo de tungstênio é o polo negativo e a peça é o polo positivo. Essa configuração concentra cerca de 2/3 do calor na peça, promovendo boa penetração e fusão, enquanto mantém o eletrodo de tungstênio mais frio, evitando sua degradação. É ideal para soldar aços carbono, aços inoxidáveis, titânio e outras ligas metálicas, onde o controle preciso do arco e a penetração são essenciais.
CA (Corrente Alternada): Usada para soldar alumínio e magnésio devido à necessidade de limpeza da camada de óxido presente nesses materiais. A corrente alternada alterna entre DCEP e DCEN: na fase DCEP (eletrodo positivo), os elétrons fluem da peça para o eletrodo, quebrando a camada de óxido (efeito de limpeza catódica); na fase DCEN (eletrodo negativo), o calor se concentra na peça, promovendo penetração. Essa alternância garante uma solda limpa e de alta qualidade em materiais como alumínio.
DCEP (Eletrodo Positivo): Raramente usada no TIG, pois concentra muito calor no eletrodo de tungstênio, podendo superaquecê-lo e causar sua deterioração.
5. FCAW (Flux-Cored Arc Welding - Soldagem com Arco de Arame Tubular)
Polaridade Usada: Depende do tipo de arame e do gás de proteção: polaridade inversa (DCEP) para FCAW com gás de proteção (FCAW-G), e polaridade direta (DCEN) para FCAW sem gás (FCAW-S, autoprotegido).
Motivo:
DCEP (Eletrodo Positivo): No FCAW-G (com gás de proteção, como CO₂ ou misturas), a polaridade inversa é usada porque o arame tubular é o polo positivo e a peça é o polo negativo. Isso concentra o calor na peça, proporcionando boa penetração e estabilidade do arco, semelhante ao MIG/MAG. É ideal para soldar aços carbono e de baixa liga em aplicações estruturais, onde a penetração e a resistência do cordão são prioritárias.
DCEN (Eletrodo Negativo): No FCAW-S (autoprotegido, sem gás externo), a polaridade direta é frequentemente usada. O arame é o polo negativo e a peça é o polo positivo, concentrando mais calor no arame. Isso aumenta a taxa de fusão do arame e a deposição, o que é vantajoso para soldagem em campo (onde o uso de gás é impraticável) e para passes rápidos em materiais mais finos. O fluxo dentro do arame gera proteção suficiente, e a menor penetração evita queima através de materiais mais finos.
CA (Corrente Alternada): Raramente usada no FCAW, pois a estabilidade do arco é mais difícil de manter, especialmente em arames autoprotegidos.
Filtro das Máscaras de Solda: Aspectos Técnicos
Os filtros das máscaras de solda são componentes essenciais para a proteção do soldador contra os riscos inerentes ao processo de soldagem, como radiação ultravioleta (UV), infravermelha (IR) e luz visível intensa emitida pelo arco elétrico. Este texto aborda as características técnicas dos filtros, com foco em sua funcionalidade, tipos e especificações.
Função dos Filtros
Os filtros das máscaras de solda têm a função primária de proteger os olhos e a face do soldador contra:
Radiação UV e IR: Emissões do arco que podem causar danos irreversíveis à retina e à pele, como a ceratoconjuntivite (queimadura ocular) ou eritema.
Luz visível intensa: Reduz o brilho excessivo do arco, permitindo ao soldador visualizar o cordão de solda com clareza sem comprometer a segurança.
Projeção de partículas: Embora o filtro em si não seja a barreira principal contra respingos, ele complementa a proteção da máscara.
Tipos de Filtros
Os filtros para máscaras de solda podem ser classificados em dois tipos principais:
Filtros Passivos (Tonalidade Fixa):
Compostos por lentes de vidro ou policarbonato com revestimentos escurecedores permanentes.
Possuem uma tonalidade fixa, geralmente variando de DIN 9 a DIN 13, conforme a intensidade do arco e o processo de soldagem (e.g., eletrodo revestido, MIG/MAG, TIG).
Vantagens: Baixo custo, durabilidade e simplicidade.
Limitações: Não se adaptam a mudanças de intensidade luminosa, exigindo ajustes manuais ou troca de lentes em processos variados.
Utilizam tecnologia de cristal líquido (LCD) combinada com sensores ópticos para ajustar automaticamente a tonalidade em frações de segundo (geralmente 0,1 a 0,5 ms) quando o arco é iniciado.
Especificações típicas:
Tonalidade variável: DIN 4 (estado claro) a DIN 9-13 (estado escuro), ajustável manualmente ou automaticamente.
Sensores: Geralmente 2 a 4 sensores fotoelétricos para detectar a luz do arco.
Tempo de resposta: Crucial para evitar exposição momentânea à luz intensa. Normas como EN 379 e ANSI Z87.1 especificam tempos inferiores a 1 ms.
Alimentação: Bateria (substituível ou recarregável), células solares ou combinação de ambas.
Vantagens: Maior conforto, produtividade e versatilidade, pois eliminam a necessidade de levantar a máscara repetidamente.
Limitações: Custo mais elevado e necessidade de manutenção (baterias, limpeza dos sensores).
Especificações Técnicas e Normas
Os filtros devem atender a normas internacionais, como:
EN 379 (Europa): Define requisitos para filtros automáticos, incluindo classificação óptica (ex.: 1/1/1/2, onde os números indicam qualidade óptica, dispersão de luz, homogeneidade e dependência angular).
ANSI Z87.1 (EUA): Estabelece padrões para proteção ocular, incluindo resistência a impactos e filtragem de radiação.
ISO 16321: Norma global para equipamentos de proteção ocular em soldagem.
Os filtros são avaliados com base em:
Classe óptica: Clareza visual através da lente.
Transmissão de luz: Capacidade de bloquear UV/IR (deve ser <0,0003% para UV e <0,001% para IR).
Resistência a impactos: Especialmente importante em ambientes com projeção de partículas.
Seleção do Filtro
A escolha do filtro depende do processo de soldagem e da corrente utilizada:
TIG (baixa corrente, 10-50 A): Tonalidade DIN 9-10.
MIG/MAG (100-300 A): Tonalidade DIN 10-12.
Eletrodo revestido (>300 A): Tonalidade DIN 12-13.
Corte por plasma: Pode exigir tonalidades superiores (DIN 13-15).
Sensibilidade: Controla a resposta dos sensores a diferentes intensidades de luz.
Atraso (delay): Define o tempo para o filtro voltar ao estado claro após a extinção do arco, útil em soldagens com pós-arco.
Modo Grind: Desativa o escurecimento para trabalhos de esmerilhamento.
Manutenção e Cuidados
Limpeza: Usar panos macios e soluções específicas para evitar arranhões ou danos ao revestimento.
Inspeção: Verificar rachaduras, desgaste ou falhas no escurecimento (para ADFs).
Armazenamento: Proteger contra poeira e umidade para prolongar a vida útil.
Conclusão
Os filtros das máscaras de solda, sejam passivos ou automáticos, são fundamentais para garantir segurança e eficiência no trabalho do soldador. A escolha entre eles deve considerar o processo de soldagem, o ambiente de trabalho e as normas aplicáveis. Filtros automáticos, embora mais caros, oferecem maior versatilidade e conforto, enquanto os passivos permanecem como opção robusta para aplicações específicas. A conformidade com normas técnicas e a manutenção adequada são indispensáveis para assegurar a proteção contínua do soldador.
Tabela de Parâmetro MIG/MAG
Na soldagem MIG/MAG, os gases protegem o arco e a poça de fusão, estabilizam o processo e influenciam a transferência de metal, penetração e qualidade do cordão. São classificados em inertes (MIG) e ativos (MAG).
Principais Gases
Argônio (Ar): Inerte, usado em alumínio e não ferrosos. Garante arco estável, transferência por spray e boa penetração. Custo alto.
Hélio (He): Inerte, para alumínio e ligas espessas. Aumenta energia do arco e penetração, mas é caro e menos estável.
Dióxido de Carbono (CO₂): Ativo, econômico, para aços carbono. Oferece alta penetração, mas gera mais respingos e arco menos estável.
Misturas Comuns
Ar + CO₂ (ex.: 75/25): Para aços carbono, equilibra estabilidade e penetração, reduz respingos.
Ar + He (ex.: 50/50): Para alumínio, melhora fluidez e penetração em chapas grossas.
Ar + O₂ (ex.: 98/2): Para aços inoxidáveis, aumenta fluidez e estabilidade.
Ternárias (Ar + CO₂ + He/O₂): Versáteis, para aços inoxidáveis e aplicações especiais, com ótima estética e estabilidade.
Seleção
Material: CO₂ ou Ar + CO₂ para aços carbono; Ar + O₂ ou ternárias para inoxidáveis; Ar ou Ar + He para alumínio.
Processo: Curto-circuito usa mais CO₂; spray/pulsado prefere argônio.
Custo e normas: CO₂ é econômico; normas (AWS, ASME, ISO 14175) podem exigir gases específicos.
Parâmetros
Vazão: 10-20 L/min, ajustada ao ambiente.
Pureza: >99,9% para evitar contaminação.
Cuidados: Evitar vazamentos, ajustar vazão para prevenir porosidade ou respingos.
A escolha do gás/mistura depende do material, processo, posição de soldagem e requisitos normativos, impactando diretamente a qualidade e eficiência da solda.
Gases e Misturas para Soldagem TIG
Na soldagem TIG (GTAW), gases inertes protegem o arco, o eletrodo de tungstênio e a poça de fusão, garantindo soldas de alta qualidade sem contaminação atmosférica. Eles estabilizam o arco, controlam a penetração e asseguram estética do cordão.
Principais Gases
Argônio (Ar): Inerte, versátil, custo moderado. Usado em aços, inoxidáveis, alumínio e titânio. Garante arco estável, cordões limpos e penetração moderada. Ideal para chapas finas e todos os tipos de corrente (CC-, CC+, CA).
Hélio (He): Inerte, alta energia térmica, caro. Indicado para alumínio, cobre e chapas grossas. Aumenta penetração e largura do cordão, mas o arco é menos estável. Comum em CA.
Misturas Ar + He (ex.: 50/50): Combina estabilidade do argônio e penetração do hélio. Usada em alumínio e inoxidáveis espessos, ajustando proporções conforme espessura.
Argônio + Hidrogênio (ex.: 95/5): Para inoxidáveis austeníticos e ligas de níquel (CC-). Melhora penetração e limpeza, mas não é indicado para aços carbono ou alumínio devido à fragilização.
Seleção
Material: Argônio para aços, inoxidáveis e titânio; Ar + He para alumínio espesso; Ar + H₂ para inoxidáveis austeníticos.
Espessura: Argônio para chapas finas; hélio/misturas para grossas.
Corrente: Argônio para CC-/CA; hélio para CA em alumínio.
Normas: AWS A5.32, ISO 14175 ou ASME IX definem requisitos.
Ensaios Não Destrutivos (END) na Soldagem
Ensaio por Líquidos Penetrantes (LP)
O ensaio por líquidos penetrantes (LP) é um método não destrutivo utilizado para detectar descontinuidades abertas na superfície de soldas, como trincas, porosidade ou falta de fusão superficial, aplicável a qualquer material, seja ele ferroso ou não ferroso (ex.: aços, alumínio, titânio). O princípio de funcionamento baseia-se na capilaridade, propriedade que permite ao líquido penetrar em defeitos abertos, mesmo que microscópicos, e ser posteriormente revelado para inspeção visual.
Procedimento Técnico
Preparação da Superfície: A área da solda é limpa minuciosamente para remover contaminantes (ex.: óleos, graxas, escória) que possam obstruir os defeitos. Isso é feito com solventes (ex.: acetona) ou jateamento leve, garantindo que a superfície esteja seca e livre de resíduos.
Aplicação do Penetrante: Um líquido penetrante, que pode ser colorido (vermelho visível) ou fluorescente (visível sob luz UV), é aplicado na superfície por pincel, spray ou imersão. O penetrante possui baixa viscosidade e alta capilaridade, permitindo sua infiltração em descontinuidades. Exemplos incluem penetrantes à base de petróleo com corantes (ex.: conforme ASTM E1417).
Tempo de Penetração: O penetrante é deixado na superfície por um período de 10 a 30 minutos (conforme norma, como ASME V), dependendo do material e da temperatura (idealmente 5°C a 50°C). Esse tempo permite a infiltração completa nos defeitos.
Remoção do Excesso: O excesso de penetrante é removido com cuidado para não extrair o líquido dos defeitos. Para penetrantes removíveis por água, usa-se um jato de água controlado (pressão < 50 psi); para penetrantes removíveis por solvente, aplica-se um pano embebido em solvente (ex.: álcool isopropílico), limpando na direção oposta à aplicação.
Aplicação do Revelador: Um revelador, geralmente uma suspensão branca à base de talco ou sílica, é aplicado por spray ou pincelamento. Ele age como uma camada absorvente que extrai o penetrante retido nos defeitos por capilaridade inversa, formando indicações visíveis (vermelhas ou fluorescentes, se usado luz UV com intensidade mínima de 1000 µW/cm²).
Inspeção e Interpretação: Após 5 a 30 minutos (tempo de revelação), a superfície é inspecionada sob luz adequada (luz branca para penetrantes visíveis ou luz UV para fluorescentes). Defeitos aparecem como linhas (trincas) ou pontos (porosidade), e sua aceitabilidade é avaliada conforme normas (ex.: ASME VIII, que define limites para indicações lineares ou arredondadas).
Limpeza Pós-Ensaio: A solda é limpa para remover resíduos do penetrante e revelador, evitando contaminação em etapas posteriores.
Condições de Aplicação: O ensaio é realizado em temperaturas de 5°C a 50°C, com umidade relativa controlada (<90%) para evitar interferências. É aplicável a soldas em qualquer material não poroso, como aços carbono, inoxidáveis, alumínio e ligas de níquel, sendo amplamente usado em indústrias como aeroespacial e petroquímica.
Limitações: O LP detecta apenas defeitos abertos na superfície, sendo ineficaz para descontinuidades internas ou em materiais porosos (ex.: fundidos com alta porosidade superficial). Além disso, a limpeza inadequada pode mascarar defeitos, e o uso de luz UV exige precauções de segurança (ex.: óculos de proteção UV).
O ensaio por ultrassom (UT) é um método não destrutivo que utiliza ondas ultrassônicas de alta frequência para detectar defeitos internos e subsuperficiais em soldas, como trincas, falta de fusão, porosidade ou inclusões, sendo especialmente eficaz em soldas de espessura média a alta (ex.: >6 mm), como em tubulações, estruturas ou vasos de pressão. O princípio de funcionamento baseia-se na propagação e reflexão de ondas acústicas em materiais sólidos, analisando os ecos gerados por descontinuidades.
Procedimento Técnico
Preparação da Superfície: A superfície da solda é limpa para remover escória, respingos ou óxidos, garantindo contato uniforme com o transdutor. A rugosidade deve ser minimizada (ex.: acabamento com lixa ou esmeril, conforme ISO 17640).
Calibração do Equipamento: Um equipamento ultrassônico (ex.: modelo com display A-scan) é calibrado usando blocos padrão (ex.: bloco V1 ou V2, conforme ASME V), ajustando a velocidade do som no material (ex.: 5920 m/s para aço carbono) e configurando a faixa de profundidade (ex.: 0-100 mm) e ganho (dB).
Aplicação do Acoplante: Um gel acoplante (ex.: gel à base de água ou óleo) é aplicado na superfície para eliminar ar entre o transdutor e a peça, garantindo a transmissão das ondas.
Emissão das Ondas: Um transdutor piezoelétrico (frequência de 1 a 5 MHz, dependendo da espessura) emite ondas ultrassônicas longitudinais ou de cisalhamento. O transdutor é posicionado em ângulos específicos (ex.: 45°, 60°, 70°) para cobrir a zona da solda e a zona termicamente afetada (ZTA), conforme técnica de varredura (ex.: técnica de pulso-eco).
Reflexão e Detecção: As ondas atravessam o material e refletem em descontinuidades (defeitos) ou na face oposta da peça, gerando ecos. O transdutor capta os ecos, e o equipamento exibe um gráfico A-scan com picos que indicam a posição (profundidade) e amplitude (tamanho) do defeito.
Interpretação: O inspetor analisa os ecos, comparando amplitudes com curvas DAC (Distance Amplitude Correction) ou DGS (Distance Gain Size) para determinar a severidade do defeito. Defeitos como trincas geram ecos nítidos, enquanto porosidade pode produzir ecos múltiplos de baixa amplitude. Normas como ASME V ou ISO 17640 definem critérios de aceitação (ex.: amplitude <50% da referência para soldas de Classe 1).
Registro: Os resultados são registrados, incluindo posição, tamanho e tipo de defeito, com marcação na peça para reparo, se necessário.
Condições de Aplicação: O UT é realizado em soldas de materiais metálicos (ex.: aços, alumínio) e algumas ligas, sendo ideal para espessuras de 6 mm a 300 mm. É amplamente usado em indústrias como óleo e gás, construção naval e nuclear, especialmente para tubulações e estruturas.
Limitações: O ensaio exige inspetores qualificados (ex.: certificados por ISO 9712, Nível II) devido à complexidade da interpretação. Materiais com grãos grosseiros (ex.: aços fundidos) podem gerar ruídos, e geometrias complexas (ex.: soldas em T) dificultam a varredura. Além disso, defeitos muito próximos à superfície podem ser mascarados pelo eco inicial.
O ensaio por partículas magnéticas (PM) é um método não destrutivo usado para detectar defeitos superficiais e subsuperficiais (até ~2 mm de profundidade) em soldas de materiais ferromagnéticos, como aços carbono e ligas ferrosas. O princípio de funcionamento baseia-se na indução de um campo magnético na peça, que é interrompido por descontinuidades, criando polos magnéticos que atraem partículas ferromagnéticas para revelar os defeitos.
Procedimento Técnico
Preparação da Superfície: A solda é limpa para remover óleos, graxas, escória ou revestimentos que possam interferir na inspeção. A superfície deve estar seca, e a rugosidade é aceitável até ~25 µm (conforme ASTM E709).
Magnetização: A peça é magnetizada usando uma das seguintes técnicas:
Jugo Magnético: Um eletroímã portátil (ex.: jugo AC/DC) é usado para criar um campo magnético longitudinal, ideal para soldas lineares.
Bobina ou Corrente Direta: Uma bobina ou corrente (ex.: 500-1000 A, dependendo da espessura) é aplicada para criar um campo circular, eficaz para defeitos longitudinais.
Método de Magnetização: A peça é magnetizada em duas direções perpendiculares (ex.: longitudinal e transversal) para cobrir todos os tipos de defeitos.
Aplicação das Partículas: Partículas magnéticas (secas ou suspensas em líquido) são aplicadas durante ou após a magnetização:
Partículas Secas: Usadas em superfícies quentes (até 300°C), aplicadas por aspersão manual, geralmente coloridas (vermelhas ou amarelas).
Partículas Úmidas: Suspensões líquidas (ex.: partículas fluorescentes em óleo ou água) aplicadas por spray, ideais para maior sensibilidade e superfícies frias.
Inspeção: A inspeção é realizada sob luz adequada:
Para partículas visíveis, usa-se luz branca com intensidade mínima de 1000 lux.
Para partículas fluorescentes, usa-se luz UV (mínimo 1000 µW/cm², conforme ASTM E709), em ambiente escurecido (<20 lux).
Defeitos aparecem como acúmulos de partículas (indicações), formando linhas (trincas) ou pontos (inclusões).
Interpretação: As indicações são avaliadas conforme normas (ex.: ASME V ou AWS D1.1). Indicações lineares (ex.: trincas) são geralmente inaceitáveis, enquanto indicações arredondadas (ex.: porosidade) têm limites de aceitação (ex.: <3 mm de diâmetro).
Desmagnetização e Limpeza: Após o ensaio, a peça é desmagnetizada (ex.: usando corrente alternada decrescente) para evitar magnetismo residual, e os resíduos de partículas são removidos.
Condições de Aplicação: O PM é realizado em soldas de aços ferromagnéticos, como em estruturas metálicas, tubulações ou equipamentos pesados, em temperaturas de até 300°C (partículas secas) ou ambientes normais (partículas úmidas).
Limitações: Não é aplicável a materiais não ferromagnéticos (ex.: alumínio, aços inoxidáveis austeníticos). Defeitos profundos (>2 mm) não são detectados, e a magnetização inadequada pode mascarar defeitos perpendiculares ao campo.
O ensaio radiográfico (RT) é um método não destrutivo que utiliza radiação ionizante (raios X ou gama) para detectar defeitos internos críticos em soldas, como porosidade, trincas, falta de fusão ou inclusões. O princípio de funcionamento baseia-se na absorção diferencial de radiação pelo material: defeitos alteram a densidade local, criando contrastes em uma imagem radiográfica (filme ou detector digital).
Procedimento Técnico
Preparação da Solda: A superfície é limpa para remover respingos ou irregularidades que possam interferir na imagem. Identificadores (ex.: números de chumbo) são colocados para rastrear a solda.
Configuração do Equipamento:
Fonte de Radiação: Raios X (gerados por tubos de 50-400 kV, dependendo da espessura) ou raios gama (ex.: irídio-192 para espessuras de 10-75 mm, cobalto-60 para >75 mm).
Filme ou Detector: Filmes radiográficos (ex.: AGFA D7, sensibilidade classe C5) ou detectores digitais (DR ou CR) são posicionados atrás da solda.
Geometria: A solda é alinhada entre a fonte e o filme, com distância focal (ex.: 700 mm, conforme ISO 17636) para minimizar distorção.
Exposição: A fonte de radiação é ativada por um tempo calculado (ex.: 10-60 segundos para raios X, ou minutos para gama), com base na espessura, densidade do material e tipo de filme. A radiação atravessa a solda, e defeitos (ex.: porosidade) absorvem menos radiação, aparecendo como áreas mais escuras no filme.
Revelação do Filme (se aplicável): O filme é processado em câmara escura:
Revelação: Imerso em solução reveladora (ex.: 5 minutos a 20°C).
Fixação: Tratado com fixador para estabilizar a imagem.
Lavagem e Secagem: Para garantir durabilidade da imagem.
Para detectores digitais, a imagem é gerada diretamente no software.
Interpretação: A imagem radiográfica é analisada sob luz (densidade mínima de 2,0 a 4,0, conforme ASME V). Defeitos aparecem como:
Pontos escuros: Porosidade ou inclusões gasosas.
Linhas escuras: Trincas ou falta de fusão.
Áreas claras: Inclusões densas (ex.: tungstênio em TIG).
Critérios de aceitação são definidos por normas (ex.: ASME VIII: poros <1,5 mm, trincas não permitidas).
Registro e Segurança: Os resultados são registrados, e medidas de segurança são seguidas (ex.: área isolada, dosímetros para operadores, conforme normas de radioproteção).
Condições de Aplicação: O RT é usado em soldas críticas, como em tubulações de óleo e gás, vasos de pressão ou componentes aeroespaciais, para materiais de 1 mm a 150 mm de espessura, dependendo da fonte (raios X para espessuras menores, gama para maiores).
Limitações: O ensaio exige controle rigoroso de segurança devido à radiação (ex.: barreiras, treinamento NR-10). É menos portátil (raios X requerem equipamentos pesados), mais caro e pode não detectar trincas paralelas à radiação. Além disso, a interpretação exige inspetores qualificados (ex.: ISO 9712, Nível II).
Líquidos Penetrantes (LP): Detecta defeitos superficiais por capilaridade, com aplicação de penetrante, remoção do excesso e revelação, ideal para qualquer material.
Ultrassom (UT): Usa ondas ultrassônicas para identificar defeitos internos, com transdutor e acoplante, eficaz em soldas de espessura média a alta.
Partículas Magnéticas (PM): Induz campo magnético em aços ferromagnéticos, aplicando partículas que revelam defeitos superficiais/subsuperficiais.
Radiografia (RT): Utiliza radiação para criar imagens de defeitos internos, com filmes ou detectores digitais, mas exige cuidados de segurança.
Inspeção de Solda e Calibre de Solda Multifunção
A inspeção de solda é um procedimento técnico para avaliar a qualidade, integridade e conformidade de juntas soldadas, assegurando aderência às especificações de projeto e normas técnicas, como ASME, AWS, ISO 3834 e ABNT NBR 14842. Realizada antes, durante e após a soldagem, utiliza métodos visuais, dimensionais e ensaios não destrutivos (END), como ultrassom, radiografia, líquidos penetrantes e partículas magnéticas, para detectar descontinuidades que possam comprometer a resistência estrutural.
Calibre de Solda Multifunção
O calibre de solda multifunção é uma ferramenta de precisão, geralmente fabricada em aço inoxidável, empregada na inspeção visual e dimensional de soldas. Permite medições de múltiplos parâmetros em juntas soldadas, garantindo conformidade com especificações técnicas.
Funções
O calibre realiza as seguintes medições:
Dimensões do cordão: Altura, largura e comprimento.
Ângulos de chanfro: Verificação do ângulo de preparação da junta.
Profundidade de penetração: Avaliação da fusão do material de solda.
Desalinhamentos: Identificação de desvios entre peças.
Mordeduras: Medição de depressões nas bordas da solda.
Reforço: Verificação do excesso de material depositado.
Soldas de filete: Medição da garganta e pernas do filete.
Espessura: Avaliação da espessura das peças soldadas.
Características Técnicas
Material: Aço inoxidável, resistente à corrosão.
Escalas: Gravadas com alta precisão, em milímetros.
Design: Compacto, com componentes ajustáveis para diferentes medições.
Faixa de medição: Depende do modelo, geralmente até 20 mm para dimensões de solda e 60° para ângulos.
Portabilidade: Design compacto, frequentemente acompanhado de estojo.
Conformidade: Atende a requisitos de normas técnicas.
Eficiência: Reduz tempo e custo de inspeção.
Procedimento de Uso
Preparação: Verificar a integridade e calibração do instrumento.
Medição:
Posicionar o calibre perpendicularmente para medir altura do cordão.
Alinhar a escala angular para verificar chanfros.
Ajustar o calibre às bordas da solda para avaliar mordeduras ou desalinhamentos.
Comparação: Confrontar resultados com especificações do projeto ou normas.
Registro: Documentar medições para relatórios de inspeção.
Tipos Relacionados
Calibre Hi-Lo: Mede desalinhamentos internos em tubulações.
Calibre de filete: Específico para soldas de filete, medindo garganta e pernas.
Calibre múltiplo: Similar ao multifunção, com ampla aplicação.
Aplicações
Controle de qualidade: Detecta discrepâncias dimensionais.
Prevenção de falhas: Identifica defeitos como mordeduras, falta de fusão ou penetração insuficiente.
Conformidade normativa: Garante aderência a padrões técnicos.
Segurança: Minimiza riscos em aplicações críticas, como estruturas, tubulações e equipamentos.
Manutenção e Calibração
Calibração: Comparar periodicamente com padrões rastreáveis, conforme procedimentos de metrologia.
Conservação: Proteger contra danos físicos e corrosão.
Uso qualificado: Operação por inspetores certificados (e.g., ISN1 ou ISN2, conforme ABNT NBR 14842).
Limitações
Restrito a inspeções visuais e dimensionais; não detecta defeitos internos (requer END).
Precisão depende da habilidade do operador e condição do instrumento.
Conclusão
O calibre de solda multifunção é uma ferramenta essencial para inspeções dimensionais, garantindo precisão, eficiência e conformidade com normas técnicas. Sua versatilidade e portabilidade o tornam indispensável para inspetores, complementando outros métodos de avaliação, como END. Para resultados confiáveis, deve ser calibrado regularmente e operado por profissionais qualificados.
Abaixo, um vídeo do canal BrazilWelds - O Canal da Soldagem, no YouTube. Aproveite para se inscrever e acompanhar o conteúdo especializado em soldagem do Sr. Messias Carvalho, repleto de informações técnicas e práticas de alta qualidade.
Os defeitos na soldagem são imperfeições que podem comprometer a integridade estrutural, a estética e a funcionalidade da solda. Eles podem ser causados por diversos fatores, como parâmetros inadequados, contaminação, ou falta de controle durante o processo de soldagem. A seguir, apresentamos alguns dos defeitos mais comuns, ilustrados com imagens para facilitar a identificação, suas causas e soluções.
1. Porosidade
Descrição
Cavidades no cordão de solda causadas por gases aprisionados durante a solidificação.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Eletrodo úmido
Revestimento danificado
Contaminação do metal base (óleo, graxa, ferrugem)
Corrente inadequada
Arco longo
GTAW (TIG):
Fluxo de gás de proteção insuficiente
Contaminação do eletrodo de tungstênio
Metal base sujo
Vazamentos na tocha
Gás impuro
GMAW (MIG/MAG):
Fluxo de gás de proteção baixo
Bico da pistola obstruído
Arame contaminado
Velocidade de soldagem alta
Vento ou correntes de ar
FCAW (Arame Tubular):
Fluxo de gás insuficiente (FCAW-G)
Contaminação do arame tubular
Umidade no fluxo
Técnica inadequada
Bico da pistola sujo
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Ressecar eletrodos (ex.: 200-350°C por 1-2h para E6013/E7018)
Armazenar eletrodos em estufa a 120°C
Limpar metal base com escova de aço inoxidável ou solvente
Ajustar corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Manter arco curto (1-2mm)
GTAW (TIG):
Aumentar fluxo de gás (ex.: 10-20 L/min de argônio)
Usar gás puro (99,99% argônio ou hélio)
Limpar eletrodo de tungstênio com lixa ou esmeril dedicado
Desengraxar metal base com acetona
Inspecionar tocha por vazamentos
GMAW (MIG/MAG):
Ajustar fluxo de gás (ex.: 15-25 L/min para CO₂/argônio)
Limpar bico da pistola com escova ou spray anti-respingo
Usar arame limpo, armazenado em local seco
Reduzir velocidade de soldagem (ex.: 200-300 mm/min)
Proteger área de soldagem contra vento
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar fluxo de gás (FCAW-G, ex.: 20-30 L/min)
Armazenar arame em local seco (50-70% UR)
Limpar metal base com escova ou solvente
Manter ângulo da pistola (10-15° de arraste)
Limpar bico regularmente
2. Falta de Fusão
Descrição
Falta de união completa entre o metal de solda e o metal base ou passes anteriores.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente baixa
Velocidade de soldagem alta
Ângulo de eletrodo incorreto
Junta mal preparada
Eletrodo desgastado
GTAW (TIG):
Corrente insuficiente
Tocha mal posicionada
Metal base frio
Falta de metal de adição
Tungstênio contaminado
GMAW (MIG/MAG):
Tensão baixa
Velocidade de alimentação do arame inadequada
Distância do bico à peça grande
Contaminação do arame
Bico desgastado
FCAW (Arame Tubular):
Tensão/corrente baixa
Técnica inadequada
Junta suja
Umidade no fluxo
Alimentação irregular do arame
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Aumentar corrente (ex.: 110-150A para 3.2mm E7018)
Reduzir velocidade de soldagem (ex.: 150-250 mm/min)
Manter ângulo de 10-20°
Preparar junta com chanfro em V ou U
Usar eletrodo novo e adequado
GTAW (TIG):
Aumentar corrente (ex.: 100-150A para 2mm de aço)
Posicionar tocha a 70-80°
Pré-aquecer metal base (ex.: 100-150°C para SAE 4140)
Adicionar metal de adição compatível
Limpar ou substituir tungstênio contaminado
GMAW (MIG/MAG):
Aumentar tensão (ex.: 22-26V para arame 1.2mm)
Ajustar alimentação do arame (ex.: 5-7 m/min)
Manter distância do bico de 10-15mm
Limpar metal base com solvente
Substituir bico desgastado
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 24-28V, 150-200A)
Manter ângulo de arraste (10-15°)
Limpar junta com escova de aço
Ressecar arame tubular
Verificar alimentador de arame
3. Inclusão de Escória
Descrição
Material não metálico (escória) aprisionado no cordão de solda, enfraquecendo a junta.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Remoção incompleta de escória entre passes
Ângulo de eletrodo inadequado
Corrente baixa
Velocidade de soldagem alta
Eletrodo com revestimento danificado
FCAW (Arame Tubular):
Técnica inadequada
Tensão baixa
Escória não removida entre passes
Contaminação do arame
Fluxo úmido
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Remover escória com escova de aço ou picador após cada passe
Manter ângulo de 10-20°
Aumentar corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Reduzir velocidade de soldagem (ex.: 150-250 mm/min)
Usar eletrodo com revestimento intacto
FCAW (Arame Tubular):
Usar técnica de arraste (ângulo de 10-15°)
Ajustar tensão (ex.: 24-28V para 1.6mm)
Remover escória entre passes com escova
Usar arame limpo e seco
Ressecar arame tubular (ex.: 200°C por 1h)
4. Trinca a Quente
Descrição
Fraturas no cordão ou ZTA durante a solidificação, causadas por tensões térmicas e impurezas.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Alta restrição da junta
Eletrodo com alto teor de enxofre/fósforo
Resfriamento rápido
Geometria inadequada da junta
Corrente muito alta
GTAW (TIG):
Resfriamento rápido
Contaminação do metal de adição
Junta com alta restrição
Falta de controle de temperatura
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente alta
Composição química inadequada do arame
Resfriamento rápido
Junta mal projetada
FCAW (Arame Tubular):
Fluxo contaminado
Alta restrição da junta
Parâmetros incorretos
Resfriamento rápido
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Usar eletrodos de baixa hidrogênio (ex.: E7018)
Pré-aquecer (ex.: 150-200°C para SAE 4140)
Projetar juntas com chanfro em V ou U para reduzir restrição
Controlar resfriamento com mantas térmicas
Ajustar corrente (ex.: 110-150A para 3.2mm)
GTAW (TIG):
Pré-aquecer metal base (ex.: 100-150°C)
Usar metal de adição puro (ex.: ER70S-2)
Reduzir restrição da junta com projeto adequado
Controlar temperatura interpassos (máx. 150°C)
GMAW (MIG/MAG):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 150-200A)
Usar arame com composição adequada (ex.: ER70S-6)
Pré-aquecer (ex.: 100-150°C)
Projetar juntas com menor restrição
FCAW (Arame Tubular):
Usar arame tubular limpo e seco
Pré-aquecer (ex.: 100-150°C)
Ajustar parâmetros (ex.: 24-28V, 150-200A)
Reduzir restrição da junta
5. Trinca a Frio
Descrição
Fraturas no cordão ou ZTA após a soldagem, causadas por hidrogênio difusível e alta dureza.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Eletrodo úmido
Falta de pré-aquecimento
Alta dureza na ZTA
Aços de alta resistência (ex.: SAE 4140)
Resfriamento rápido
GTAW (TIG):
Contaminação por hidrogênio
Falta de pré-aquecimento
Aços de alta resistência
Metal de adição inadequado
GMAW (MIG/MAG):
Arame contaminado
Falta de pré-aquecimento
Tensão/corrente inadequada
Aços de alta resistência
FCAW (Arame Tubular):
Arame úmido
Falta de pré-aquecimento
Alta restrição da junta
Fluxo contaminado
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Ressecar eletrodos (ex.: 300-350°C por 2h para E7018)
Pré-aquecer (ex.: 150-200°C para SAE 4140)
Usar pós-aquecimento (ex.: 200°C por 1h)
Selecionar eletrodos de baixa hidrogênio (ex.: E8018-C3)
Controlar resfriamento com mantas térmicas
GTAW (TIG):
Usar gás de proteção puro (ex.: argônio 99,99%)
Pré-aquecer (ex.: 100-150°C)
Limpar metal base e vareta de adição
Usar metal de adição compatível (ex.: ER80S-Ni1)
GMAW (MIG/MAG):
Armazenar arame em local seco (50-70% UR)
Pré-aquecer (ex.: 100-150°C)
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 150-200A)
Usar arame limpo (ex.: ER70S-6)
FCAW (Arame Tubular):
Ressecar arame tubular (ex.: 200°C por 1h)
Pré-aquecer (ex.: 100-150°C)
Usar pós-aquecimento (ex.: 200°C por 1h)
Verificar qualidade do fluxo
6. Mordedura
Descrição
Sulco na borda do cordão que enfraquece a junta devido a fusão excessiva do metal base.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente alta
Velocidade de soldagem baixa
Ângulo de eletrodo incorreto
Arco longo
GTAW (TIG):
Corrente alta
Tocha mal posicionada
Falta de controle do arco
Excesso de calor
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente alta
Distância do bico à peça pequena
Velocidade de soldagem baixa
Bico desgastado
FCAW (Arame Tubular):
Tensão/corrente alta
Técnica inadequada
Velocidade de soldagem baixa
Bico da pistola sujo
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Reduzir corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Aumentar velocidade de soldagem (ex.: 200-300 mm/min)
Manter ângulo de 10-20°
Usar arco curto (1-2mm)
GTAW (TIG):
Reduzir corrente (ex.: 80-120A para 2mm de aço)
Posicionar tocha a 70-80°
Controlar arco com precisão
Reduzir tempo de exposição ao calor
GMAW (MIG/MAG):
Reduzir tensão/corrente (ex.: 20-24V, 120-180A)
Manter distância do bico de 10-15mm
Aumentar velocidade de soldagem
Substituir bico desgastado
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 120-180A)
Manter ângulo de arraste (10-15°)
Aumentar velocidade de soldagem
Limpar bico da pistola
7. Penetração Incompleta
Descrição
Falta de fusão até a raiz da junta, comprometendo a resistência estrutural.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente baixa
Junta mal preparada (ex.: chanfro insuficiente)
Velocidade de soldagem alta
Eletrodo inadequado
GTAW (TIG):
Corrente insuficiente
Falta de metal de adição
Junta inadequada
Tocha mal posicionada
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente baixa
Distância do bico à peça grande
Velocidade de alimentação do arame baixa
Junta suja
FCAW (Arame Tubular):
Parâmetros incorretos
Junta suja
Técnica inadequada
Alimentação irregular do arame
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Aumentar corrente (ex.: 110-150A para 3.2mm E7018)
Preparar junta com chanfro em V ou U (ex.: 60° para 10mm)
Reduzir velocidade de soldagem (ex.: 150-250 mm/min)
Usar eletrodo adequado (ex.: E7018 para aços de alta resistência)
GTAW (TIG):
Aumentar corrente (ex.: 100-150A para 2mm de aço)
Adicionar metal de adição compatível (ex.: ER70S-2)
Usar chanfro em V ou U
Posicionar tocha a 70-80°
GMAW (MIG/MAG):
Aumentar tensão/corrente (ex.: 24-28V, 150-200A)
Manter distância do bico de 10-15mm
Ajustar alimentação do arame (ex.: 5-7 m/min)
Limpar junta com escova de aço
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 24-28V, 150-200A)
Limpar junta com solvente
Manter ângulo de arraste (10-15°)
Verificar alimentador de arame
8. Excesso de Reforço
Descrição
Depósito excessivo de metal de solda, aumentando custos e podendo causar tensões.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente alta
Velocidade de soldagem baixa
Eletrodo grande demais
Técnica de oscilação inadequada
GTAW (TIG):
Excesso de metal de adição
Velocidade de soldagem baixa
Corrente alta
Falta de controle da poça
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente alta
Velocidade de alimentação do arame alta
Velocidade de soldagem baixa
Bico mal posicionado
FCAW (Arame Tubular):
Parâmetros incorretos
Velocidade de soldagem baixa
Técnica inadequada
Alimentação excessiva do arame
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Reduzir corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Aumentar velocidade de soldagem (ex.: 200-300 mm/min)
Usar eletrodo de diâmetro menor (ex.: 2.5mm para chapas finas)
Ajustar oscilação para cordão uniforme
GTAW (TIG):
Reduzir quantidade de metal de adição
Aumentar velocidade de soldagem
Reduzir corrente (ex.: 80-120A para 2mm)
Controlar poça com precisão
GMAW (MIG/MAG):
Reduzir tensão/corrente (ex.: 20-24V, 120-180A)
Ajustar alimentação do arame (ex.: 4-6 m/min)
Aumentar velocidade de soldagem
Posicionar bico a 10-15mm
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 120-180A)
Aumentar velocidade de soldagem
Manter ângulo de arraste (10-15°)
Reduzir alimentação do arame
9. Distorção
Descrição
Deformação do metal base devido a tensões térmicas durante a soldagem.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Aporte térmico elevado
Sequência de soldagem inadequada
Junta com alta restrição
Falta de fixação da peça
GTAW (TIG):
Corrente alta
Soldagem contínua sem pausas
Falta de controle de temperatura
Peça mal fixada
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente alta
Velocidade de soldagem baixa
Falta de fixação
Sequência inadequada
FCAW (Arame Tubular):
Parâmetros incorretos
Aporte térmico elevado
Falta de fixação
Junta mal projetada
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Reduzir corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Usar sequência alternada de passes (ex.: soldar lados opostos)
Fixar peça com grampos ou gabaritos
Pré-aquecer uniformemente (ex.: 100-150°C)
GTAW (TIG):
Reduzir corrente (ex.: 80-120A para 2mm)
Fazer pausas para controle de temperatura
Usar fixação rígida
Controlar temperatura interpassos (máx. 150°C)
GMAW (MIG/MAG):
Reduzir tensão/corrente (ex.: 20-24V, 120-180A)
Aumentar velocidade de soldagem
Fixar peça com grampos
Usar sequência alternada
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 120-180A)
Aumentar velocidade de soldagem
Fixar peça adequadamente
Projetar junta com menor restrição
10. Respingos Excessivos
Descrição
Gotas de metal fundido projetadas fora do cordão, dificultando limpeza e estética.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente alta
Arco longo
Eletrodo úmido
Revestimento danificado
GTAW (TIG):
Corrente alta
Tungstênio contaminado
Gás de proteção insuficiente
Tocha mal posicionada
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente alta
Transferência de metal inadequada (ex.: globular em vez de spray)
Distância do bico à peça grande
Arame contaminado
FCAW (Arame Tubular):
Tensão/corrente alta
Técnica inadequada
Fluxo de gás insuficiente (FCAW-G)
Arame úmido
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Reduzir corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Manter arco curto (1-2mm)
Ressecar eletrodos (ex.: 200-350°C por 1-2h)
Usar eletrodo com revestimento intacto
GTAW (TIG):
Reduzir corrente (ex.: 80-120A para 2mm)
Limpar ou substituir tungstênio
Aumentar fluxo de gás (ex.: 10-20 L/min)
Posicionar tocha a 70-80°
GMAW (MIG/MAG):
Ajustar tensão/corrente para transferência spray (ex.: 24-28V, 180-220A)
Manter distância do bico de 10-15mm
Usar arame limpo
Aplicar spray anti-respingo
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 120-180A)
Manter ângulo de arraste (10-15°)
Aumentar fluxo de gás (FCAW-G, ex.: 20-30 L/min)
Ressecar arame tubular
11. Instabilidade do Arco
Descrição
Flutuações ou interrupções no arco elétrico, resultando em cordão irregular.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente inadequada
Arco longo
Eletrodo úmido
Fonte de soldagem com falha
Cabo de soldagem danificado
GTAW (TIG):
Tungstênio contaminado
Gás de proteção insuficiente
Corrente instável
Tocha com vazamentos
Fonte de soldagem defeituosa
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente inadequada
Alimentação irregular do arame
Bico da pistola sujo
Cabo de alimentação danificado
Fonte de soldagem instável
FCAW (Arame Tubular):
Parâmetros incorretos
Alimentação irregular do arame
Fluxo de gás insuficiente (FCAW-G)
Bico da pistola obstruído
Fonte de soldagem com falha
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Ajustar corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Manter arco curto (1-2mm)
Ressecar eletrodos (ex.: 200-350°C por 1-2h)
Inspecionar fonte de soldagem e cabos
Substituir cabos danificados
GTAW (TIG):
Limpar ou substituir tungstênio
Aumentar fluxo de gás (ex.: 10-20 L/min)
Verificar estabilidade da fonte (ex.: usar inversora)
Inspecionar tocha por vazamentos
Manutenção da fonte de soldagem
GMAW (MIG/MAG):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 150-200A)
Verificar alimentador de arame (roldanas e guias)
Limpar bico da pistola
Substituir cabos danificados
Inspecionar fonte de soldagem
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 120-180A)
Verificar alimentador de arame
Aumentar fluxo de gás (FCAW-G, ex.: 20-30 L/min)
Limpar bico da pistola
Manutenção da fonte de soldagem
10. Respingos Excessivos
Descrição
Gotas de metal fundido projetadas fora do cordão, dificultando limpeza e estética.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente alta
Arco longo
Eletrodo úmido
Revestimento danificado
GTAW (TIG):
Corrente alta
Tungstênio contaminado
Gás de proteção insuficiente
Tocha mal posicionada
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente alta
Transferência de metal inadequada (ex.: globular em vez de spray)
Distância do bico à peça grande
Arame contaminado
FCAW (Arame Tubular):
Tensão/corrente alta
Técnica inadequada
Fluxo de gás insuficiente (FCAW-G)
Arame úmido
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Reduzir corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Manter arco curto (1-2mm)
Ressecar eletrodos (ex.: 200-350°C por 1-2h)
Usar eletrodo com revestimento intacto
GTAW (TIG):
Reduzir corrente (ex.: 80-120A para 2mm)
Limpar ou substituir tungstênio
Aumentar fluxo de gás (ex.: 10-20 L/min)
Posicionar tocha a 70-80°
GMAW (MIG/MAG):
Ajustar tensão/corrente para transferência spray (ex.: 24-28V, 180-220A)
Manter distância do bico de 10-15mm
Usar arame limpo
Aplicar spray anti-respingo
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 120-180A)
Manter ângulo de arraste (10-15°)
Aumentar fluxo de gás (FCAW-G, ex.: 20-30 L/min)
Ressecar arame tubular
11. Instabilidade do Arco
Descrição
Flutuações ou interrupções no arco elétrico, resultando em cordão irregular.
Processos Afetados
SMAW (Eletrodo Revestido)
GTAW (TIG)
GMAW (MIG/MAG)
FCAW (Arame Tubular)
Causas
SMAW (Eletrodo Revestido):
Corrente inadequada
Arco longo
Eletrodo úmido
Fonte de soldagem com falha
Cabo de soldagem danificado
GTAW (TIG):
Tungstênio contaminado
Gás de proteção insuficiente
Corrente instável
Tocha com vazamentos
Fonte de soldagem defeituosa
GMAW (MIG/MAG):
Tensão/corrente inadequada
Alimentação irregular do arame
Bico da pistola sujo
Cabo de alimentação danificado
Fonte de soldagem instável
FCAW (Arame Tubular):
Parâmetros incorretos
Alimentação irregular do arame
Fluxo de gás insuficiente (FCAW-G)
Bico da pistola obstruído
Fonte de soldagem com falha
Soluções
SMAW (Eletrodo Revestido):
Ajustar corrente (ex.: 90-130A para 3.2mm E6013)
Manter arco curto (1-2mm)
Ressecar eletrodos (ex.: 200-350°C por 1-2h)
Inspecionar fonte de soldagem e cabos
Substituir cabos danificados
GTAW (TIG):
Limpar ou substituir tungstênio
Aumentar fluxo de gás (ex.: 10-20 L/min)
Verificar estabilidade da fonte (ex.: usar inversora)
Inspecionar tocha por vazamentos
Manutenção da fonte de soldagem
GMAW (MIG/MAG):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 150-200A)
Verificar alimentador de arame (roldanas e guias)
Limpar bico da pistola
Substituir cabos danificados
Inspecionar fonte de soldagem
FCAW (Arame Tubular):
Ajustar tensão/corrente (ex.: 22-26V, 120-180A)
Verificar alimentador de arame
Aumentar fluxo de gás (FCAW-G, ex.: 20-30 L/min)
Limpar bico da pistola
Manutenção da fonte de soldagem
Usar rampa de corrente no início/fim (ex.: 5-10s)
Manter gás de proteção após o fim (ex.: 5-10s)
Limpar tungstênio antes de iniciar
Controlar poça no início/fim
GMAW (MIG/MAG):
Purgar gás antes de iniciar (ex.: 2-3s)
Usar função de queima regressiva (burn-back) no fim
Verificar alimentação do arame
Limpar bico da pistola
FCAW (Arame Tubular):
Purgar gás antes de iniciar (FCAW-G, ex.: 2-3s)
Usar burn-back no fim
Manter ângulo de arraste (10-15°)
Ressecar arame tubular
Dicas Práticas
Preparação do Material
Limpar o metal base com escova de aço inoxidável ou solvente (ex.: acetona) para remover óxido, graxa, ferrugem ou sujeira antes da soldagem.
Chanfrar juntas grossas (ex.: chanfro em V a 60° para espessuras >6mm) para garantir penetração completa.
Proteger roscas próximas à área soldada com fita resistente ao calor, plugs ou massa de vedação para evitar deformação dos fios.
Verificar a composição química do metal base (ex.: SAE 4140 requer E7018 ou E8018-C3) para selecionar o consumível correto.
Remover tintas ou revestimentos próximos à junta com lixadeira ou solvente para evitar porosidade.
Seleção e Manuseio de Consumíveis
Ressecar eletrodos SMAW (ex.: 300-350°C por 2h para E7018, 200-250°C por 1h para E6013) e armazená-los em estufa a 120°C para evitar umidade.
Armazenar arames GMAW/FCAW em locais secos (50-70% UR, >15°C) e usar desumidificadores para prevenir oxidação.
Usar gás de proteção puro (ex.: argônio 99,99% para GTAW, mistura 75% Ar/25% CO₂ para GMAW) e verificar certificados de qualidade.
Inspecionar eletrodos de tungstênio (GTAW) para garantir ponta afiada (ex.: ângulo de 20-30° para aços) e livre de contaminação.
Selecionar diâmetro do eletrodo/arame conforme espessura (ex.: 2.5mm para chapas <5mm, 4.0mm para >10mm em SMAW).
Evitar eletrodos com revestimento danificado ou arames com ferrugem, que causam instabilidade do arco.
Controle de Parâmetros
Ajustar corrente e tensão conforme o diâmetro do consumível (ex.: 90-130A, 22-26V para 3.2mm E6013 em SMAW).
Manter distância do bico à peça (10-15mm em GMAW/FCAW) para estabilidade do arco e proteção gasosa.
Usar polaridade correta (ex.: CCEN para maior penetração em SMAW, CCEP para maior deposição em GTAW).
Controlar velocidade de soldagem para evitar defeitos (ex.: 150-350 mm/min em SMAW, 200-400 mm/min em GMAW).
Ajustar fluxo de gás de proteção (ex.: 10-20 L/min para GTAW, 15-25 L/min para GMAW, 20-30 L/min para FCAW-G).
Usar rampa de corrente em GTAW (ex.: 5-10s para início/fim) para evitar defeitos de cratera.
Técnicas de Soldagem
Manter ângulo correto do eletrodo/pistola (ex.: 10-20° em SMAW, 10-15° de arraste em GMAW/FCAW) para cordão uniforme.
Usar técnica de arraste em GMAW/FCAW e técnica de empurrar em GTAW para melhor controle da poça de fusão.
Aplicar passes estreitos em juntas espessas (ex.: 2-3mm de largura por passe) para reduzir tensões e melhorar fusão.
Controlar temperatura interpassos (ex.: máx. 150°C para aços inoxidáveis duplex, 200°C para aços carbono) para evitar sensibilização ou trincas.
Usar sequência alternada de passes (ex.: soldar lados opostos da junta) para minimizar distorção.
Preencher crateras no fim da solda (ex.: pausar e retornar em SMAW, usar rampa de corrente em GTAW).
Manutenção de Equipamentos
Limpar bicos de pistolas GMAW/FCAW com escova ou spray anti-respingo após cada turno para evitar obstrução do gás.
Inspecionar tochas GTAW por vazamentos, desgaste do bico cerâmico ou danos no cabo (substituir se necessário).
Verificar fontes de soldagem para estabilidade de corrente/tensão (ex.: calibrar inversoras anualmente).
Substituir roldanas e guias do alimentador de arame em GMAW/FCAW quando desgastadas para garantir alimentação uniforme.
Inspecionar cabos de soldagem por cortes ou isolamento danificado, substituindo para evitar choques ou instabilidade.
Manter reguladores de gás limpos e calibrados, verificando pressão (ex.: 2-3 bar para GMAW) e ausência de vazamentos.
Segurança
Usar EPIs completos (máscara de soldagem com filtro DIN 9-13, luvas de couro, avental, botas com biqueira) para proteção contra arco, respingos e fumos.
Garantir ventilação adequada ou usar exaustores para evitar inalação de fumos, especialmente em FCAW e GMAW.
Proteger áreas inflamáveis com mantas antichamas e manter extintores próximos ao local de soldagem.
Evitar contato com peças quentes e usar luvas térmicas ao manusear peças recém-soldadas.
Inspecionar equipamentos antes do uso para evitar choques elétricos (ex.: verificar aterramento da fonte).
Treinar operadores em segurança conforme normas (ex.: NR-18 no Brasil, OSHA nos EUA).
Prevenção de Defeitos
Pré-aquecer aços de alta resistência (ex.: 150-200°C para SAE 4140, 100-150°C para Hardox 400) para evitar trincas a frio.
Usar pós-aquecimento (ex.: 200°C por 1h para SAE 4340) para aliviar tensões residuais e remover hidrogênio.
Remover escória entre passes em SMAW/FCAW com escova de aço ou picador para evitar inclusões.
Testar juntas com ensaios não destrutivos (ex.: ultrassom, radiografia, partículas magnéticas) para detectar defeitos antes do uso.
Usar mantas térmicas para controlar resfriamento em aços sensíveis (ex.: aços inoxidáveis duplex, superligas).
Evitar soldagem em condições adversas (ex.: vento forte em GMAW/FCAW) usando barreiras ou tendas de proteção.
Soluções para Problemas de Equipamentos e Consumíveis
Substituir eletrodos úmidos ou com revestimento danificado em SMAW para evitar porosidade e instabilidade do arco.
Limpar ou substituir tungstênio contaminado em GTAW (ex.: usar lixa dedicada para evitar contaminação cruzada).
Usar arames GMAW/FCAW de fornecedores confiáveis e verificar ausência de ferrugem ou óleo antes do uso.
Calibrar fontes de soldagem regularmente para evitar flutuações de corrente/tensão (ex.: verificar com amperímetro).
Manter tochas e pistolas refrigeradas (se aplicável) com fluxo de água ou gás adequado para evitar superaquecimento.